domingo, 8 de agosto de 2010
Quando eu era criança vivia a imaginar personagens e por vezes imitava-os (mas, quando me via sozinha sem ninguém por perto pra vê e ouvir a voz e a postura engraçada que eu encenava). Cresci e continuo fazendo a mesma coisa...deito na cama e começo a imaginar que sou assim, que tenho isso, conheço tais pessoas que na verdade até conheço mas, configuram minha vida em lugares diferentes dos imaginados nesses momentos. Nem sei por que eu faço...acho que é porque, sabendo que as coisas não vão acontecer do jeito que eu quero no futuro, por este não depender só de mim, eu imagino do jeito que quero, manipulando a vontade das pessoas, colocando palavras na boca destas( por que também imagino pessoas atuando nos meus delírios), como gostaria que me olhassem, me abraçassem, etc. Deve ser por isso, e é tão bom e ao mesmo tempo tão bobo mas, nunca me senti uma idiota fazendo...me sinto tão satisfeita, realizada, mesmo que no outro dia eu ainda acorde eu, e não que eu não goste de ser eu, mas adoro me imaginar em situações que o presente foi incapaz de me fornecer e que o futuro se põem incerto e nem se propõem arriscar-se. O que será que hoje quando eu for dormir ou mesmo quando for tomar banho vou imaginar? Nunca sei, porque nunca me preparo pra isso...outro dia deixei de estudar pra encenar como seria a apresentação do meu trabalho monográfico, as pessoas que estaria na platéia etc. Meu medo é depois de ter contado isso nunca mais voltar a imaginar coisas, não ter mais planos, nem imaginar as pessoas do jeito que eu queria que elas falassem, olhassem...
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