ouça
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
Forte, cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque
Não vemos
domingo, 4 de outubro de 2009
No escuro de mim há tantas cores e sabores...não me acho nem me reconheço. Cavo fundo e faço um buraco do tamanho do mundo...ou será do tamanho de mim? Do que pensei e fiz? Na escuridão do meu quarto há tantas musicas, passos, desejos...tantos atos sutis, leves como um beijo no rosto ... no escuro de minha casa há pensamentos que transitam o dia todo, dia após dia, como um amigo ou inimigo intimo “o que acontece com você?” perguntaria um sujeito desse simples recinto...”não há nada!” responderia a escuridão do meu quarto, de mim e do meu lar.
É noite e ascende-se as luzes....entre consciente e inconsciente transitam as cores e sons da minha casa...todos numa mesma sintonia de sonhos, mesmo que dissonantes...mas todos sonham e berram como se espantassem a escuridão que transitam nesses corredores.
É noite e ascende-se as luzes....entre consciente e inconsciente transitam as cores e sons da minha casa...todos numa mesma sintonia de sonhos, mesmo que dissonantes...mas todos sonham e berram como se espantassem a escuridão que transitam nesses corredores.
sábado, 3 de outubro de 2009
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