domingo, 4 de outubro de 2009

No escuro de mim há tantas cores e sabores...não me acho nem me reconheço. Cavo fundo e faço um buraco do tamanho do mundo...ou será do tamanho de mim? Do que pensei e fiz? Na escuridão do meu quarto há tantas musicas, passos, desejos...tantos atos sutis, leves como um beijo no rosto ... no escuro de minha casa há pensamentos que transitam o dia todo, dia após dia, como um amigo ou inimigo intimo “o que acontece com você?” perguntaria um sujeito desse simples recinto...”não há nada!” responderia a escuridão do meu quarto, de mim e do meu lar.
É noite e ascende-se as luzes....entre consciente e inconsciente transitam as cores e sons da minha casa...todos numa mesma sintonia de sonhos, mesmo que dissonantes...mas todos sonham e berram como se espantassem a escuridão que transitam nesses corredores.

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