sábado, 19 de setembro de 2009

Uma diversidade de olhares, faces e cores

***Esse tem a mesma finalidade do que segue a baixo, só não foi revisado pelo me Caro Professor de Impresso II, ta meio tosquinho...mas, da uma olhada, quem sabe você gosta...e opina por favor!!!

Um prédio grande e antigo de paredes brancas e altas, com janelas por toda a parte... Algumas, com grades. Esta é visão externa da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Cachoeira
Algumas pessoas sentadas do lado de fora e outras sentadas do lado de dentro do hospital no setor de emergência... Tudo tão calmo que nem parece que ali haveria em algum momento necessidade de emergências. Pessoas sentadas em bancos largos, de cor marrom claro, que mais parecem com bancos de igrejas. Elas conversam tranquilamente. Hoje, não teremos problemas, pensaria o médico de cabelos grisalhos, pele clara e voz grossa, que atendia rapidamente os pacientes.
No ambulatório, no horário de almoço, ninguém, nem quem recepcionar. Cadeiras de plásticos velhas e uma maca antiqüíssima, branca com três rodas: duas maiores na lateral e uma menor na frente. Sobre as rodas, uma espécie de lona branca, onde os pacientes devem se acomodar. Ao cruzar o corredor, tudo muito fúnebre. O sol por ali não passa; um corredor de percurso escuro.
Por ali, passam uma diversidade de gente em tamanhos, cores idades. Entre os pacientes que esperavam por serem atendidos um menino loiro, que teria em media uns três anos de idade, corre para lá e para cá, um riso contagiante, sem nenhuma preocupação, ao contrário de sua mãe que tenta agarrá-lo por todos os lados. Quando a mãe consegue detê-lo, ele grita como se quisesse dizer: solte-me minha mãe, preciso voar. Ele continua a correr correr...Depois de uns instantes volta calmamente nos braços da mãe, sem choro. Começa a tossir, tossir mais e com tanta força que parece que vai sufocar em qualquer momento. A sua baba escorre nos braços de sua mãe, esta sem alarme põe o filho no chão, retira da bolsa uma toalhinha verde, limpa seus braços e a criança. Pronto, passou! Agora ele berra outra vez, quero correr, voar...
Lá em cima, onde ficam os enfermos internados é um lugar silencioso. Muitos quartos, muitos destes vazios, outros com poucas pessoas. Elas dormem, nos olham quando passamos. Um senhor, de cabelos grisalhos e um pouco careca deitado de costas para a porta, tosse. Um menino negro, vestido de paciente com uma toca na cabeça, deitado na cama, olha pela janela, desvia o olhar para nos vê passar.
Camas bem forradas, quartos limpos. Tudo em seu devido lugar.
Quando saio, vejo um senhor vestido com uma blusa de botão, fechada só ao meio, com calças jeans e uma sandália havaiana sujas no pé. Ele tosse, levando a boca um lenço...
A visita aquele lugar, em que já passei, mas, não com aquele olhar me fez refletir sobre a fragilidade da gente, o quanto precisamos dos outros quando já não se pode andar sozinho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário